The first impression
Apesar da interessante descrição da cidade de Bangalore na Wikipedia, a realidade é bastante diferente. E como já dizia o poeta: "...there's no second chance for the first impression..."
A segurança no aeroporto de Bangalore era apertada: um guardinha sentado a que mais parecia um objecto de decoração do aeroporto. Mal passei por este simpático senhor, fui apresentado a um magote de Indianos com plaquinhas com nomes. Na Índia a definição de quantidades é um pouco diferente do que podemos encontrar em qualquer país Europeu. Na realidade, ao sair da porta do aeroporto encontrei umas 50 placas com nomes e uns 200 Indianos aos gritos. Pelo menos gritavam por mim: hey sir, please sir, need help sir!! Tive que parar para ver se encontrava o meu nome por ai perdido… e adivinhem lá… nada! Eram muitas placas, voltei a ler e confirmei novamente que NADA!!
Com a morada do apartamento no bolso só me restava apanhar um táxi. Tinha duas opções: ou mergulhava no molhe de taxistas que surgiam um pouco mais à frente, ou ia para a fila de 50 pessoas que se formava para o serviço de táxis pré-pagos. Optei pelo segundo, parecia de maior confiança!! Democraticamente coloquei-me no final da referida fila, mas rapidamente percebi que, na prática, os Indianos de democráticos têm pouco: a fila era teórica! Para não perder a paciência voltei para o local onde estavam as plaquinhas e lá descobri o Mr. Cruz! Uf!
Dois indianos estavam ali para me levarem para os apartamentos: Ganesh (responsável pelos apartamentos) e um ajudante. Fomos num Toyota Qualis, um todo-o-terreno muito comum por estas bandas. Explicaram-me que não iria ficar na primeira noite na mesma casa que os restantes colegas. Por mim, tudo bem… tenho 90 dias pela frente!!
Antes de aqui chegar já tinha andado a vasculhar no Google Earth onde poderiam ser os apartamentos e tinha uma ideia do caminho (considerando que o faríamos pelas estradas principais). A primeira coisa que me chamou a atenção foi balbúrdia e a guerra civil que é a rua… movimento, pobreza, magotes de pessoas, carros, motas, riquechó (ou auto-rickshaw), vacas na rua (sim, existem mesmo!). Tentei acompanhar o caminho, mas sem sucesso. Seguimos por estradas com buracos, buracos em forma de estrada, atalhos, estradas de terra… enfim, aquilo que eu hoje já tomo como normal!
Com a morada do apartamento no bolso só me restava apanhar um táxi. Tinha duas opções: ou mergulhava no molhe de taxistas que surgiam um pouco mais à frente, ou ia para a fila de 50 pessoas que se formava para o serviço de táxis pré-pagos. Optei pelo segundo, parecia de maior confiança!! Democraticamente coloquei-me no final da referida fila, mas rapidamente percebi que, na prática, os Indianos de democráticos têm pouco: a fila era teórica! Para não perder a paciência voltei para o local onde estavam as plaquinhas e lá descobri o Mr. Cruz! Uf!
Dois indianos estavam ali para me levarem para os apartamentos: Ganesh (responsável pelos apartamentos) e um ajudante. Fomos num Toyota Qualis, um todo-o-terreno muito comum por estas bandas. Explicaram-me que não iria ficar na primeira noite na mesma casa que os restantes colegas. Por mim, tudo bem… tenho 90 dias pela frente!!
Antes de aqui chegar já tinha andado a vasculhar no Google Earth onde poderiam ser os apartamentos e tinha uma ideia do caminho (considerando que o faríamos pelas estradas principais). A primeira coisa que me chamou a atenção foi balbúrdia e a guerra civil que é a rua… movimento, pobreza, magotes de pessoas, carros, motas, riquechó (ou auto-rickshaw), vacas na rua (sim, existem mesmo!). Tentei acompanhar o caminho, mas sem sucesso. Seguimos por estradas com buracos, buracos em forma de estrada, atalhos, estradas de terra… enfim, aquilo que eu hoje já tomo como normal!

...a senhora mimosa a vadiar na estrada!

...a bela calçada Indiana!

...tudo pela democracia!

...sad but true
Chegado ao sítio, precisava desesperadamente de um banho! Ainda tinha que ir ter aos apartamentos onde estavam os restantes colegas. Da parte da tarde tínhamos apresentação ao trabalho… Estou de rastos…

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